Cada pessoa deveria ter o direito de inventar pelo menos uma palavra nova em sua vida.

Com ou sem direito, já inventei duas!

Você sabe aquele negócio que serve para fechar embalagens? É colorido, flexível, tem de 3 a 12 cm., você vai torcendo, e aí fecha a embalagem. Você sabe o nome daquilo? Nem eu! Na certa, tem algum nome técnico, que o pessoal da indústria petroquímica deve conhecer, mas só eles, mais ninguém, e talvez seja um nome estrambólico, algo como paraglutamato de porpetina, isobromila de fosfoporose psi delta 2514, ou algo horroroso do gênero.

Não, não! Essas coisinhas flexíveis e coloridas, tão úteis no dia-a dia, tão geniais (e baratíssimas!) merecem destino melhor, merecem um nome decente: BIROTINHO!

Aqui em casa já convenci todo mundo. Gente, quando quiser fechar o saco plástico, em vez de dar um nó nas pontas, que depois é um inferno para desfazer, use o birotinho. É super prático, bonito, não tem cheiro, e, se você olhar bem pra cara dele, bem nos olhos dele, verá que o birotinho não poderia ter outro nome que esse! Salve o birotinho! Long live birotinho!

Mas, e se você comer muito, demais mesmo; quando, por mais gostosa que esteja a comida, não der pra nem mais uma garfada, em hipótese nenhuma, como é que você está? Satisfeito? Cheio? Não! Nada disso revela como verdadeiramente você se sente! Meu amigo, você está TUXADO! Minha amiga, você comeu até ficar TUXADA!

Aceita mais um pouquinho? Não, não, obrigado, estou tuxado.

Conto agora com sua cooperação! Sem sua preciosa ajuda, não há como conseguir! Os dicionários da Língua Portuguesa aguardam, com alguma ansiedade, a inclusão desses novos verbetes, essenciais para nossa boa comunicação. Então, é preciso que você diga: “nêga, me passa um birotinho aí pra eu fechar esse pacote!”, “nossa, que comida gostosa, comi até ficar tuxado!”. Pela sua preciosa colaboração, agradeço!